CAP – Comunidade de Aprendizagem do Paranoá

Código INEP: 98765432
Endereço: Quadra 03 – Conjunto A – Lotes 08, 09,10, Paranoá-DF
CEP: 71570-301
Telefone: 3369 5841
E-mail: capparanoa@gmail.com            eccap.paranoa@edu.se.df.gov.br
Site: 
Projeto Pedagógico: PP 2018


Equipe Gestora
Diretor: Renata Resende Silva Ferreira
Vice-Diretor: Marina Friguetto Resende Siqueira
Supervisor: Leandro José de Carvalho
Chefe de Secretaria: Mayara Régia Coelho G. da Mota


Bem vindos e bem vindas!

CARTA À COMUNIDADE ESCOLAR – Reflexões sobre o jeito de ser da CAP em tempos de ensino remoto emergencial

Hoje todos nós (educadoras, educadores, crianças, responsáveis e toda a comunidade) vivemos uma situação de pandemia e isolamento social. Esse cenário mudou completamente nossas rotinas e trouxe uma série de sentimentos como insegurança, ansiedade, medo, perdas e lutos.

Neste momento, destacamos que a escola não tem como ser uma cópia da escola presencial a ser usada no mundo virtual e também não podemos dizer que é educação à distância. Vivemos atualmente o ensino remoto emergencial. Nesta realidade, qual deve ser o papel da escola?

Entendemos que seja importante o acolhimento das angústias das nossas crianças, famílias e profissionais. Precisamos humanizar o processo de ensino-aprendizagem e nos aceitarmos como humanos passando por um período de muitas preocupações. Então, se faz urgente pensarmos sobre a nossa  comunidade e nos voltarmos para nossos princípios.

Na CAP, nossas ações são guiadas por valores: Amorosidade, Autonomia, Respeito e Responsabilidade e são estes princípios que nos ajudam a explicar o  jeito de ser, pensar e agir da nossa escola durante o ensino remoto:

em primeiro lugar (sempre e mais ainda neste contexto delicado). Conteúdos e aprendizagens podem ser recuperados, vidas não.

Temos a responsabilidade em cumprir os conteúdos da Secretaria de Educação e procuramos contemplá-los de forma a darmos significados a eles, trazendo o uso social, partindo do interesse das crianças, a partir de vivências e projetos. Trazemos essa proposta também para o ensino remoto, sendo realizado de acordo com as características e especificidades de cada turma.

No processo de ensino e aprendizagem a relação família e escola é muito importante. Cada um com a sua responsabilidade, mas sempre juntos se apoiando e pensando em ações para que o desenvolvimento das crianças aconteça da melhor forma possível. Dentro das possibilidades de cada família, ressaltamos a importância de seu engajamento e compromisso com a educação da sua criança. Manter uma rotina de estudos é fundamental! Sugerimos que separe um local e horário para as atividades escolares, tenha paciência, incentive sua criança ressaltando e elogiando as conquistas dela e procure ajuda sempre que precisar. As educadoras e educadores estão mantendo um canal aberto de comunicação para atendê-los. Mantenha contato, esse vínculo é fundamental!

RESPEITO: para nós tem a ver com uma forma de olhar o mundo e nossos comportamentos, de reconhecer as diferenças. No momento da pandemia, o respeito começa então com o reconhecimento do que estamos vivendo e de como cada pessoa tem enfrentado as dificuldades deste momento.

Estamos vivendo enormes desafios: muitos passam por dificuldades financeiras, dificuldades na rotina familiar com as crianças em casa e trabalho; muitos têm vivido essa doença com perdas e lutos; temos uma situação de extrema desigualdade social se aprofundando e de exclusão digital. Tudo isso deve ser considerado para que haja respeito neste ensino remoto.

Respeito é também acolher os ritmos, tempos, interesses e possibilidades de cada criança e cada família na realização das atividades propostas pelas educadoras e educadores, assim como compreender que estes também possuem seus limites de atuação no uso das tecnologias na educação. Além disso, pode não parecer, mas a carga de trabalho só aumentou nesse período de ensino remoto.

AMOROSIDADE: acreditamos que o processo educacional acontece por meio das relações de afeto baseadas no diálogo. Esse valor é ilustrado no nosso combinado de que “na CAP nós cuidamos uns dos outros”.

Uma das nossas ações para colocar em prática esse cuidado durante a pandemia é a campanha solidária de cestas básicas para as famílias que estão em situação de insegurança alimentar, além da responsabilidade com as cestas verdes oferecidas pelo Estado.

Nas atividades remotas, o foco principal será sempre o vínculo e o acolhimento de cada criança, família, educadora e educador nesse momento de incertezas, medos e perdas. Destacamos que as aprendizagens sócio-emocionais – que trabalhamos e temos como foco pedagógico – fazem parte do currículo do DF e das diretrizes nacionais de educação.

Queremos que o aprender dos conteúdos e das atividades em casa seja um momento prazeroso para todas as pessoas envolvidas nesse processo. Em casa, tentem curtir ao máximo a companhia um do outro. Se as atividades da escola ajudarem nesses momentos, maravilha! Mas para isso, as atividades não devem ser um momento de tensão, nem devem ser entendidas como punição. É comprovado que a amorosidade traz um significado maior à aprendizagem. Todos podemos citar uma aprendizagem que foi significativa e que estava ligada a uma relação de afetividade!

AUTONOMIA: entendemos que a autonomia é um processo, ela é construída nas relações; assim, considerando o momento atual de ensino remoto e o uso das tecnologias, não exigimos que ninguém (crianças, responsáveis nem educadoras e educadores) já sejam autônomos e dominem o uso da plataforma e tecnologias.

Além disso, sabemos que estamos numa escola de anos iniciais, com crianças pequenas, bem como com alguns pré-adolescentes, com níveis de autonomia para o estudo bem variados, precisando de mais ou menos acompanhamento de pessoas mais velhas.

Como CAP, buscamos facilitar e adequar as linguagens e conteúdos ao máximo para que as crianças consigam fazer o melhor possível com as instruções e mediações das educadoras e educadores, podendo, junto com a família, viver momentos de diversão e aprendizagens  na realização das atividades.

Precisamos falar também sobre a autonomia das educadoras e educadores. Entendendo e respeitando as diferenças individuais, acolhemos o jeitinho de cada pessoa (você percebe isso na sua casa? Cada um tem um jeito? Como isso é bonito e rico!). Com as professoras e professores é a mesma coisa, cada um tem seu jeito, suas técnicas, formas de trabalhar os conteúdos e de se vincular com as crianças. Mesmo assim  sempre cumprindo o currículo da SEDF e os combinados/valores/princípios da CAP.

Concluindo, mas ainda pensando sobre o processo de ensino e aprendizagem, destacamos que há vários jeitos de aprender e há várias formas de ensinar. Cada escola e cada professora ou professor terá um jeito um pouco diferente de trabalhar, mas todos estamos comprometidos com os direitos de aprendizagem das crianças. Nossas educadoras e educadores têm autonomia e respeitamos a diversidade das turmas e de cada criança. Lembrando que cada um faz sempre só o que é possível. E isso é suficiente!

Salientamos, com muito amor e fundamentos, que os “erros” também são parte importante do processo de aprendizagem. São o reflexo da diversidade, dos vários tempos de aprendizagem, dos caminhos que cada um trilha para aprender, e, ainda nos orientam sobre como deve ser nosso planejamento a fim de contribuir no desenvolvimento das crianças. Assim, devemos valorizar suas tentativas e o que elas já sabem. Ninguém anda de primeira, começamos fortalecendo os músculos, viramos, engatinhamos, caímos, aprendemos a nos equilibrar, caímos novamente e só então daremos os nossos passos rumo a independência para nos locomover! Assim acontece com todas as nossas aprendizagens.

Nós, adultos, muitas vezes temos essa ideia de que estudar é algo difícil, trabalhoso ou ruim. E, por essas características, alguns até desistem de estudar. Então, tentamos transformar o estudar em algo que seja leve, divertido, que faça sentido e se relacione com as nossas experiências. Dessa forma incentivamos o prazer em aprender por toda uma vida!

No mais, sigamos fazendo o que é possível, com amorosidade, responsabilidade, respeito, autonomia e também flexibilidade e empatia porque na CAP nós cuidamos uns dos outros!


Atendimento
Educação Infantil
Ensino Fundamental – Anos Iniciais (do 1° ao 5° ano);
Equipe Especializada de Apoio à Aprendizagem (Psicóloga  e Pedagoga);
Orientação Educacional.

Turnos
Matutino: 07h30min às 12h30min
Vespertino: 13h00min às 18h00min


Histórico
Em 2013, algumas educadoras da Coordenação Regional de Ensino –CRE do Paranoá se encontraram na 1ª edição da Conferência Nacional de Alternativas para uma Nova Educação – CONANE. A partir deste encontro, foi criado um núcleo de estudos e diálogos sobre a reconfiguração das práticas escolares no ensino público. Dele emergiu um grupo de educadoras envolvidas na formação e transformação da sua prática escolar de maneira cooperativa e efetiva. Em 2014, na busca e construção de seus caminhos, no seu processo de formação autônoma, conceberam experiências potencialmente inovadoras e nelas foram se fortalecendo e empoderando todos os envolvidos.
Em 2015, a equipe de educadoras vinculou esta proposta de inovação educacional ao “Projeto Brasília 2060” do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), que surgiu com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico, ambiental e social do país.
Em 2016, devido a demanda de vagas para as crianças e jovens do
ensino fundamental do Paranoá, o núcleo propôs à CRE do Paranoá uma parceria, apresentando uma proposta para a construção de um novo espaço de aprendizagem: a C.A.P. – Comunidade de Aprendizagem do Paranoá. Esse grupo inicial, reuniu educadoras que também vinham de um processo de transformação de suas práticas e constante busca de implementação de uma educação inovadora. Ao longo de 2016 e 2017 o grupo  fez um movimento intenso de construção da Comunidade de Aprendizagem, ao se debruçar em estudos e formações de como essas novas diretrizes seriam aplicadas no Paranoá. Soma-se a estes esforços, o trabalho e persistência no que diz respeito a romper as questões burocráticas de implantação de uma proposta totalmente inovadora. 
A partir de junho de 2017, a concretização do sonho de fazer uma Comunidade de Aprendizagem deu mais um passo a frente com encontros com a comunidade articulados com os síndicos dos prédios do Paranoá Park. Os encontros passaram a acontecer nos salões comunitários com objetivo de compartilhar a proposta e ouvir os anseios da comunidade. Os encontros são parte importante nas ações pedagógicas da escola e criam os vínculos, formado laços que se tornarão vias de passagem de conhecimento para a formação futura de uma grande rede de comunicação e aprendizagem.
Um dos aspectos inovadores do projeto consiste na apropriação dos princípios da sustentabilidade, não só do ponto de vista pedagógico, mas também no aspecto da requalificação dos espaços e edifícios existentes no local, para criar melhor qualidade urbana. Para tal, a equipe passou a buscar um imóvel que possibilitasse a instalação do espaço sede da CAP, que se integrasse a outros espaços educativos, hoje, subutilizados, potencializando a construção da Comunidade de Aprendizagem. Neste sentido, o edifício-sede passa a ser um dos espaços de aprendizagem do  território a ser utilizado pela comunidade. Após pesquisa da disponibilidade de imóveis na região, identificamos um espaço para realização de eventos, de 2.629,16 m2 de área construída, em estrutura pré-moldada, com dois pavimentos, em excelentes  condições, possibilitando a criação de um design que se adequou plenamente à proposta pedagógica. O edifício-sede está localizado numa região com potenciais espaços de aprendizagem ao seu redor, como o ginásio de esportes e a biblioteca do Paranoá, a Casa das Hervas, a Escola de Música, entre outros, além de extensa área verde ao fundo.

Projetos
Os principais projetos da escola listados e se possível, com uma pequena explanação sobre cada um deles.